MERCADO FINANCEIRO

Bolsas de NY fecham mistas diante de alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

Índices oscilaram após avanço do petróleo em meio a alertas de segurança e impactos no setor de energia

Publicado em 11/03/2026 às 17:51
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quarta-feira, 11, de forma mista, em meio à valorização do petróleo provocada pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O movimento acabou ofuscando o índice de inflação norte-americano, que veio em linha com as expectativas do mercado.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,61%, atingindo 47.417,27 pontos. O S&P 500 recuou 0,08%, para 6.775,80 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,08%, encerrando aos 22.716,13 pontos e recuperando terreno no fim da sessão.

Segundo Eric Criscuolo, estrategista de mercado da NYSE, “notícia de que o FBI alertou sobre uma possível retaliação com drones iranianos na Costa Oeste veio à tona à tarde e empurrou as ações de volta para as mínimas do dia”.

Os contratos futuros de petróleo subiram diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Alertas sobre possíveis impactos ofuscaram o anúncio de acordo para liberação de reservas estratégicas. Diante desse cenário, a gigante dinamarquesa de navegação Maersk implementou uma sobretaxa para transporte de contêineres, citando interrupções significativas nas cadeias globais de suprimento de combustíveis.

Sob o efeito da alta do petróleo, as ações da Chevron avançaram 2,95% e as da ExxonMobil subiram 2,33%. Em contrapartida, as companhias aéreas fecharam em baixa: American Airlines caiu 0,63%, United Airlines recuou 0,5% e Delta perdeu 0,22%.

A Oracle destacou-se com alta de 9,2%, liderando os ganhos percentuais do S&P 500, após divulgar lucros e receita do terceiro trimestre acima das previsões dos analistas.

Entre os bancos, o desempenho foi negativo: Goldman Sachs caiu 1,2%, Western Alliance recuou 3,7% e JPMorgan perdeu 0,42%. O banco restringiu o crédito a gestores de fundos de crédito privado e reduziu o valor de alguns empréstimos em suas carteiras, segundo fontes ouvidas pelo Financial Times, agravando a situação do já fragilizado setor de crédito privado.

As ações das gestoras KKR recuaram 3,2% e as da Blue Owl caíram 4,7%. Os ajustes nos valores dos empréstimos atingem empresas de software, que vêm sendo alvo de críticas devido ao risco de disrupção provocado pela inteligência artificial.

Com informações da Dow Jones Newswires