OPERAÇÃO IMPERIUM

Polícia apreende Porsche de R$ 1 milhão ligado a líder do Comando Vermelho

Veículo de luxo estava registrado em nome da esposa de 'Vovozona', foragido e apontado como liderança do CV em MS

Publicado em 11/03/2026 às 18:29
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil apreendeu nesta terça-feira, 10, um Porsche Panamera avaliado em R$ 1 milhão em Campo Grande (MS). O veículo pertence a Gilmar Reis da Silva, conhecido como "Vovozona", apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV) no Estado.

Até a publicação desta matéria, a reportagem tentou contato com a defesa de Gilmar Reis da Silva, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

A apreensão foi resultado de uma ação conjunta das equipes da GCCO/Draco e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

O confisco do automóvel está relacionado às investigações da Operação Imperium, deflagrada em 10 de fevereiro deste ano. O foco da operação é o núcleo financeiro da facção criminosa, responsável pela movimentação e ocultação de recursos ilícitos, investigando crimes de lavagem de dinheiro e delitos conexos.

O Porsche estava registrado em nome da esposa de "Vovozona", que também é apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da organização criminosa.

Durante a operação, foram cumpridos diversos mandados judiciais, incluindo prisões, buscas e sequestro de bens, com o objetivo de atingir a estrutura patrimonial usada para sustentar e fortalecer a facção.

'Vovozona'

Considerado de alta periculosidade e líder do Comando Vermelho em Rondonópolis (MT) e região, "Vovozona" fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT), no dia 14 de julho de 2023.

Após a fuga, as investigações apontaram que o foragido, sua esposa e pessoas próximas utilizavam documentos falsos para abrir contas bancárias e empresas de fachada, visando movimentar dinheiro do crime e adquirir bens móveis e imóveis para uso próprio e ostentação.

Apurações também revelaram que empresas em Rondonópolis eram registradas com nomes falsos de Gilmar ou de pessoas ligadas a ele. No esquema de lavagem, essas empresas recebiam recursos de integrantes da facção e reinseriam o dinheiro no mercado, possibilitando a compra de veículos, imóveis e o repasse de lucros aos membros do grupo criminoso.