EUA abrem investigação pela Seção 301 e podem tarifar China e outros parceiros comerciais
Apuração mira excesso de capacidade em 16 países, incluindo China, UE e México, e pode resultar em novas tarifas.
Os Estados Unidos iniciaram investigações com base na Seção 301 para apurar o excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, entre eles China, União Europeia e México. A medida pode abrir caminho para a imposição de novas tarifas sobre produtos desses países.
O anúncio foi feito pelo representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer. Segundo ele, a investigação irá analisar se a superprodução apoiada por políticas estatais nessas economias está distorcendo mercados globais e prejudicando a indústria americana.
“As investigações de hoje ressaltam o compromisso do presidente Trump de trazer de volta ao país cadeias de suprimentos críticas e criar empregos bem remunerados para os trabalhadores americanos”, declarou Greer em comunicado. “Em muitos setores, os Estados Unidos perderam uma capacidade substancial de produção doméstica ou ficaram, de forma preocupante, muito atrás de concorrentes estrangeiros.”
Além da China, União Europeia e México, também são alvos da investigação Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, Japão e Índia.
A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 concede ao presidente dos EUA autoridade para impor tarifas ou outras penalidades após apuração de práticas comerciais consideradas prejudiciais ao comércio americano. A iniciativa representa o mais recente movimento do governo para reinstaurar restrições comerciais, após decisão judicial recente bloquear partes do programa tarifário anterior de Trump.