SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Trabalhadores veem ultraprocessados como ameaça à saúde, aponta pesquisa internacional

Levantamento revela preocupação crescente com alimentos ultraprocessados entre trabalhadores de seis países, incluindo o Brasil

Publicado em 12/03/2026 às 07:02
Pesquisa mostra que 78% dos trabalhadores brasileiros veem ultraprocessados como risco à saúde.

Uma pesquisa realizada em seis países revelou que mais de 70% dos trabalhadores envolvem os alimentos ultraprocessados ​​um risco à saúde. O levantamento, conduzido pela Sodexo, abrangeu Brasil, Chile, China, Estados Unidos, França e Reino Unido, ouvindo mais de 5 mil trabalhadores — sendo 800 deles brasileiros.

No Brasil, 78% dos funcionários afirmaram que os ultraprocessados ​​representam um risco à saúde, apesar de considerarem a praticidade desses produtos no cotidiano. No âmbito global, 71% concentram essa percepção, o que reforça a necessidade de escolhas alimentares mais equilibradas, inclusive no ambiente corporativo.

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O estudo indica ainda que restaurantes corporativos tendem a ganhar relevância, acompanhando a demanda de trabalhadores cada vez mais preocupados com a saúde e que buscam alimentos frescos, locais e sazonais.

“Temos visto que os colaboradores demonstram maior disposição para deixar organizações que não adotam práticas sustentáveis, reforçando a importância de adotar ações que atendam tanto à saúde dos colaboradores quanto ao impacto ambiental”, destacou Cinthia Lira, diretora de Marketing da Sodexo Brasil.

Ultraprocessados

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, os alimentos ultraprocessados ​​devem ser evitados. Eles são formulações industriais compostas por ingredientes extraídos de outros alimentos, como óleos, gorduras, açúcar, amido modificado ou ainda sintetizados em laboratório, a exemplo de corantes, aromatizantes e realçadores de sabor.

O guia alerta que os ultraprocessados ​​contêm diversos aditivos químicos para prolongar a validade e melhorar cor, sabor, aroma e textura, tornando-os mais atraentes ao consumidor.

Esses alimentos, conforme a publicação, favorecem o consumo excessivo de calorias devido à alta concentração de açúcar, sal e gordura, sendo formulados para estimular o consumo contínuo.

O excesso de sódio e gorduras saturadas eleva o risco de doenças cardíacas, enquanto o consumo excessivo de açúcar aumenta as chances de cárie dentária, obesidade, diabetes e outras doenças crônicas, segundo o Ministério da Saúde.