BALANÇO FINANCEIRO

Casas Bahia reduz prejuízo para R$ 79 milhões no 4º trimestre de 2025

Resultado negativo caiu 82,5% em um ano; receita e Ebitda ajustado também avançam no período

Publicado em 12/03/2026 às 07:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Casas Bahia registrou uma redução expressiva no prejuízo líquido ajustado do quarto trimestre de 2025, somando R$ 79 milhões, queda de 82,5% em relação ao mesmo período de 2024.

A melhoria operacional e o avanço da receita geraram os resultados. A receita líquida atingiu R$ 8,4 bilhões entre outubro e dezembro, um crescimento de 6,1% na comparação anual. O Ebitda ajustado ficou em R$ 826 milhões, alta de 29,1% frente ao quarto trimestre do ano anterior.

No trimestre, o volume bruto de mercadorias (GMV) chegou a R$ 13,1 bilhões, avanço de 8,7% na comparação com 2024, impulsionado principalmente pelo desempenho do comércio eletrônico.

Segundo Renato Franklin, presidente da companhia, o desempenho reflete a evolução das margens e a continuidade do processo de reestruturação financeira. A margem Ebitda ajustada atingiu 9,8% no trimestre, aumento de 1,8 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Franklin destacou ainda que a Casas Bahia ampliou sua participação de mercado em categorias estratégicas, mesmo diante de um cenário de consumo mais restrito. “Em linha branca e televisão, por exemplo, chegamos a ganhar mais de três pontos percentuais de participação”, afirmou o executivo em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado.

A empresa também gerou R$ 1,8 bilhão em fluxo de caixa livre no trimestre, favorecido tanto pela melhoria operacional quanto pela sazonalidade mais forte do período.

No acumulado de 2025, a receita líquida somou R$ 29,1 bilhões, crescimento de 7,3% em relação a 2024. O Ebitda ajustado do ano totalizou R$ 2,5 bilhões, alto de 29,7%.

Apesar do avanço operacional, o prejuízo líquido ajustado anual foi de R$ 1,5 bilhão, um aumento de 47,2% frente ao resultado negativo de 2024. De acordo com o diretor financeiro Elcio Ito, o resultado foi impactado por uma provisão contábil referente ao imposto de renda diferida, sem efeito caixa.

"Foi um movimento conservador diante do cenário macroeconômico mais incerto. Não tem impacto de caixa e o crédito fiscal continua existindo para ser utilizado no futuro", explicou Ito.