Órbita elíptica em fusão de buraco negro e estrela de nêutrons desafia modelos atuais
Nova análise de ondas gravitacionais sugere que colisões entre buracos negros e estrelas de nêutrons podem ter origens mais variadas do que se pensava.
Cientistas identificam órbitas elípticas em sistemas binários extremos. Pesquisadores descobriram que pares compostos por buracos negros e estrelas de nêutrons podem se aproximar em trajetórias elípticas, e não apenas circulares, antes de colidirem. Essa constatação desafia os modelos tradicionais de formação desses sistemas binários e sugere que suas origens podem ser mais diversas do que se acreditava.
A descoberta foi feita a partir da análise das ondas gravitacionais emitidas pela fusão GW200105, registrada pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO) e pelo interferômetro Virgo. O evento ocorreu há cerca de 910 milhões de anos-luz da Terra e resultou em um buraco negro final com aproximadamente 13 massas solares.
O estudo amplia o entendimento sobre a dinâmica desses sistemas extremos e pode influenciar futuras pesquisas sobre a evolução de buracos negros e estrelas de nêutrons.