COMÉRCIO INTERNACIONAL

EUA intensificam pressão sobre agronegócio brasileiro em meio à concorrência global

Nova investigação dos EUA pode resultar em tarifas contra o Brasil, motivada por alegações de trabalho forçado e disputa comercial.

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 13/03/2026 às 05:54
EUA investigam agronegócio brasileiro e ameaçam impor novas tarifas em meio à disputa comercial. © Folhapress / Ricardo Benichio

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, anunciou uma nova investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas de trabalho forçado na produção de bens, conforme reportado pelo portal UOL.

De acordo com o UOL, essa iniciativa pode levar à imposição de tarifas comerciais sobre produtos brasileiros.

Além do Brasil, outros 59 países, como Argentina, Estados-membros da União Europeia, China, México e Indonésia, também foram incluídos na investigação.

"Auxiliares do republicano têm deixado claro que as investigações buscam garantir a Trump a flexibilidade para tarifar diferentes países, com diferentes cifras, conforme suas conveniências econômicas e geopolíticas", destaca a publicação.

A reportagem ressalta ainda que a decisão ocorre após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal o mecanismo anteriormente utilizado para tarifar mais de 100 países.

Esta é a segunda investigação desse tipo contra o Brasil no segundo mandato de Trump. Na primeira, logo após o anúncio de tarifas de 50% em julho, foram abordados temas como desmatamento, violação de direitos autorais e concorrência no setor de pagamentos digitais, como o Pix. Essa apuração permanece inconclusa, sem a aplicação efetiva de tarifas.

Desta vez, o agronegócio brasileiro surge como principal alvo, com acusações de uso de mão de obra forçada ou análoga à escravidão, levantadas por setores agrícolas norte-americanos. O setor agropecuário brasileiro nega as acusações dos EUA.

O artigo conclui que os Estados Unidos buscam pressionar o agronegócio brasileiro devido à dificuldade dos produtores norte-americanos em competir com o Brasil.

Na quinta-feira (12), o jornal Diário da Região informou que, após a imposição de tarifas elevadas pelos EUA, as exportações brasileiras para o país diminuíram, enquanto as relações comerciais com a China cresceram no mesmo período.

Segundo a publicação, essa mudança é comprovada por dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), impulsionada principalmente pelo aumento de 35,3% no volume de embarques.