Secretário da Fazenda avalia que alta do petróleo pode impulsionar economia do Brasil
Guilherme Mello ressalta que impacto positivo não significa desejar lucros provenientes de conflitos internacionais.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta sexta-feira (13) que, embora não exista o desejo de "ganhar dinheiro com a guerra", os efeitos econômicos da alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio podem impulsionar a economia brasileira.
"Os impactos econômicos de uma alta do petróleo — do ponto de vista do crescimento fiscal, da taxa de câmbio e de várias variáveis macroeconômicas — podem ser até positivos, digamos assim. Podem até ajudar a impulsionar a economia brasileira em 2026. Mas é evidente que nós não queremos, não desejamos que ninguém ganhe dinheiro com a guerra, certo? Não é esse o objetivo", declarou Mello durante coletiva à imprensa.
O secretário acrescentou que o governo não deseja que os consumidores brasileiros sejam ainda mais impactados por conflitos internacionais. Por isso, mesmo diante de um cenário macroeconômico potencialmente favorável, foram adotadas medidas para mitigar eventuais efeitos negativos do conflito, especialmente no preço dos combustíveis.