ECONOMIA

Alckmin diz não ver impacto da guerra na decisão sobre a Selic

Vice-presidente defende redução da taxa de juros e afirma que conflito no Oriente Médio não deve influenciar decisão do Banco Central

Publicado em 14/03/2026 às 12:26
Geraldo Alckmin Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (14) que não vê impacto da guerra no Oriente Médio na decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros (Selic). Alckmin participou de visita a uma concessionária da Scania nos arredores de Brasília.

"Não adianta aumentar juros que não vai cair o preço do petróleo. Não acredito, não. A taxa de juros está muito elevada. Já não é um mês, já está elevada há muito tempo. Se você comparar com o mundo inteiro, ela está entre as duas maiores do mundo. Então, todo o empenho pela redução da taxa de juros", declarou, referindo-se à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para a próxima quarta-feira. O mercado financeiro espera uma redução da Selic.

Alckmin destacou ainda que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, exclui do cálculo dos juros setores como agricultura e petróleo, pois, segundo ele, os juros não contribuem para reduzir o valor dessas commodities ou para influenciar fatores climáticos.

O vice-presidente também manifestou torcida pelo fim rápido do conflito, ressaltando que a guerra traz problemas para todo o mundo. No entanto, preferiu não comentar sobre possíveis novas medidas para controlar os preços dos combustíveis no Brasil.

"Torcer para a guerra parar o mais rápido possível, acompanhar o preço do barril do petróleo. Mas eu diria que foram duas decisões importantes: garantir o abastecimento, para não faltar diesel, e, de outro lado, agir para reduzir o preço, evitando um aumento expressivo do diesel", completou, referindo-se ao pacote anunciado pelo governo federal na última quinta-feira.