SAÚDE

Anvisa determina recolhimento de esmaltes em gel da Impala por uso de substância proibida

Órgão regulador exige retirada de produtos após identificação de composto químico vetado em cosméticos

Publicado em 16/03/2026 às 15:19
Anvisa determina recolhimento de esmaltes em gel da Impala por uso de substância proibida.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (16) o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala, fabricados pela empresa Laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda.

De acordo com a Anvisa, os seguintes produtos estão incluídos na lista de recolhimento:

  • Plus Gel Esmalte Impala Gel (todos os lotes);
  • Esmalte Gel Impala Gel Plus (todos os lotes);
  • Gel Plus Impala Esmalte Gel (todos os lotes);
  • Esmalte Gel Plus Impala (todos os lotes);
  • Top Coat Gel Impala Gel Plus Transparente (todos os lotes).

Em nota, a agência explicou que a medida adotada após a própria empresa comunicará o recebimento voluntário de produtos que contenham, em suas formulações, a substância INCI Trimetilbenzoil Difenilfosfina Óxido (TPO), proibida em cosméticos no Brasil.

A Anvisa proíbe duas substâncias utilizadas em unhas em gel.

Entenda

Em outubro de 2025, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 995/2025 , que proíbe o uso de duas substâncias químicas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

As solicitações proibidas são o TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina] e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA), frequentemente presentes em produtos para unhas artificiais em gel ou esmaltes em gel que requerem exposição à luz ultravioleta (UV) ou LED.

Segundo a agência, a medida visa proteger a saúde da população contra riscos de câncer e problemas reprodutivos, tendo sido aprovada em reunião da diretoria colegiada.

“A decisão é uma medida para proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e, principalmente, dos profissionais que trabalham com eles”, informou a Anvisa à época, ressaltando que estudos internacionais em animais confirmaram que ambas as substâncias apresentam os seguintes riscos:

DMPT: classificado como ambiente cancerígeno em humanos;

TPO: classificado como tóxico para a reprodução, podendo afetar a fertilidade.