CRISE ENERGÉTICA GLOBAL

'Tsunami de preços do petróleo e gás' deve impactar economia europeia, alerta enviado russo

Kirill Dmitriev, representante do Kremlin, prevê consequências graves para a Europa diante da escalada nos preços de energia.

Publicado em 19/03/2026 às 10:35
Aumento dos preços do petróleo e gás ameaça estabilidade econômica da Europa, segundo enviado russo. © AP Photo / Pavel Golovkin

O agravamento da crise energética, impulsionado pelo conflito envolvendo o Irã, levou o enviado especial do Kremlin e o diretor do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI), Kirill Dmitriev, a afirmar que a disparada nos preços do petróleo e do gás poderá devastar a economia europeia.

Em publicação na rede social X, Dmitriev classificou o aumento dos preços como um verdadeiro "tsunami" que atingirá diretamente os países europeus.

"Um tsunami nos preços do petróleo e do gás está prestes a devastar a Europa. Decorre da teimosa estupidez estratégica de russófobos como Ursula [von der Leyen] e Kaja [Kallas], que rejeitaram a energia russa confiável e econômica", escreveu Dmitriev.

O representante do governo russo destacou ainda que já havia previsto, nas postagens anteriores, um possível colapso energético na União Europeia.

"O pedido de desculpas da UE já veio tarde demais?", questionou Dmitriev.

Na última quinta-feira (19), os preços do gás na Europa registraram alta de um terço logo na abertura dos mercados, ultrapassando US$ 850 (R$ 4.459,57) por mil metros cúbicos – maior patamar desde 10 de janeiro de 2023. Paralelamente, o preço do barril de petróleo Brent teve um salto de 10%.

Desde o início de março, o barril do Brent acumula valorização de 62%, sendo negociado pouco abaixo de US$ 120 (R$ 629,59), enquanto o gás europeu subiu 108% no mesmo período.

Uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã entra na sua terceira semana, marcada por trocas de ataques entre as partes. Tel Aviv afirma que seu objetivo é impedir que Teerã receba armas nucleares.

Washington, por sua vez, ameaçou destruir as capacidades militares iranianas e incentivou a população a derrubar o regime. O Irã, entretanto, declarou estar pronto para se defender e, até o momento, não vê motivos para retomar as negociações.


Por Sputnik Brasil