Patente do Ozempic expira nesta sexta e abre caminho para genéricos no Brasil
Com o fim da exclusividade, farmacêuticas nacionais e internacionais poderão produzir versões do medicamento, o que deve reduzir preços e ampliar o acesso para pacientes diabéticos e pessoas em busca de emagrecimento.
A patente do Ozempic no Brasil expira nesta sexta-feira, 20 de junho, abrindo espaço para que mais de uma dezena de farmacêuticas passem a produzir medicamentos concorrentes. Utilizado no tratamento do diabetes e também buscado por pessoas que desejam emagrecer, o Ozempic deve ter seu preço reduzido, podendo chegar a até 20% do valor atual nas farmácias.
Segundo a dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, o término da patente é uma etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. "A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto", afirmou em nota.
A Novo Nordisk destacou ainda que a inovação é um de seus pilares centrais há mais de um século, orientando sua estratégia de longo prazo. O portfólio da empresa inclui medicamentos transformadores e um pipeline robusto, com potencial para gerar novos avanços relevantes no cuidado das doenças crônicas graves e contribuir para sistemas de saúde mais fortes, resilientes e sustentáveis.
A empresa ressaltou também que o Brasil segue sendo um dos mercados mais estratégicos para a Novo Nordisk em todo o mundo, e que seus planos para o país permanecem inalterados.
Entre as empresas que já solicitaram registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir medicamentos à base de GLP-1 estão EMS, Hypera, Biomm, Eurofarma, Cimed e Eli Lilly.