PESQUISA DO BANCO CENTRAL

Proporção de instituições que consideram risco fiscal como principal cai para 40%

Pesquisa de Estabilidade Financeira mostra avanço de preocupações com cenário internacional e riscos políticos.

Publicado em 19/03/2026 às 15:05
Reprodução

O risco fiscal segue sendo apontado pela maioria das instituições como o principal fator de ameaça à estabilidade financeira, mas perdeu relevância desde novembro, segundo a Pesquisa de Estabilidade Financeira (PEF) do Banco Central (BC). A proporção de instituições que destacaram o risco fiscal caiu de 48% para 40% na edição de março, quase retornando ao patamar de 38% registrado em agosto do ano passado.

Em contrapartida, cresceu o número de instituições que veem o cenário internacional como principal ameaça, passando de 11% em novembro para 19%. Com esse resultado, parte da queda observada entre agosto e novembro do ano passado, quando houve recuo de 19 pontos percentuais, foi revertida.

Outros riscos também apresentaram oscilações entre novembro e março. A proporção de instituições que apontam "inadimplência e atividade" como principal risco à estabilidade financeira caiu de 26% para 22%, enquanto "demais riscos" recuaram de 14% para 12%. Por outro lado, aumentaram as menções a "risco de mercado", de 1% para 4%, e a riscos políticos, de 0% para 4%.

De acordo com o relatório do BC, "comparativamente à pesquisa anterior realizada em novembro, a avaliação das IFs pesquisadas sobre os riscos à estabilidade financeira para os três próximos anos é de percepção de acúmulo de riscos nas seguintes frentes: preocupações com a sustentabilidade da dívida pública e impactos do fiscal na política monetária; incertezas com efeitos de conflitos geopolíticos e a política econômica dos EUA; preocupações com o alto endividamento das famílias e empresas num ambiente de taxas de juros elevadas, fomentando o aumento da inadimplência; e preocupações com questionamentos e judicialização sobre a competência dos reguladores do SFN".

O índice de confiança no Sistema Financeiro Nacional (SFN) também recuou no período, passando de 75,59 para 74,04 pontos. "A confiança no SFN segue alta, embora com pequena queda na margem", destacou o BC.