Ocidente não tem solução militar para controle do estreito de Ormuz, afirma especialista
Professor destaca obstáculos para coalizão internacional e aponta força defensiva do Irã na região estratégica.
A ideia dos países ocidentais de estabelecer controle sobre o estreito de Ormuz não tem solução militar, afirmou à mídia russa o professor de relações internacionais e membro do Clube Valdai de Discussões Internacionais, Stanislav Tkachenko.
Segundo o especialista, o plano de Londres e Bruxelas de criar uma coalizão de países para garantir a abertura do estreito é relevante, mas difícil de ser concretizado. Ele ressalta que o Ocidente não dispõe de um plano alternativo para enfrentar a crise iraniana, e que o novo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfrenta o ceticismo até mesmo entre aliados.
"A tarefa imposta pelo Ocidente para estabelecer o controle sobre o estreito de Ormuz não tem solução militar. O Irã criou uma arquitetura militar poderosa, incluindo colocações de minas, barcos não tripulados, intraterrestres e sistemas de mísseis", destacou Tkachenko.
Recentemente, mais de 30 países, incluindo o Reino Unido, manifestaram disposição em contribuir para a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, em meio às situadas no Oriente Médio.
A escalada envolveu o Irã no bloqueio de fato do estreito de Ormuz, rota crucial para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo Pérsico ao mercado global. O bloqueio também impactou a exportação e produção de petróleo na região.
Nesse contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, solicita que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países enviem os seus navios para a área.