POLÍTICA

Boulos critica governadores por não reduzirem ICMS dos combustíveis

Ministro da Secretaria Geral afirma que caminhoneiros não devem arcar com custos da omissão dos Estados e reforça ações do governo federal.

Publicado em 25/03/2026 às 13:51
Guilherme Boulos Mario Agra / Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou governadores por não aceitarem reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Segundo Boulos, a postura dos Estados é omissa diante do aumento do preço do óleo diesel, e ele destacou as medidas do governo federal para atender às demandas dos caminhoneiros.

A declaração foi feita ao lado das lideranças dos caminhoneiros, durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 25. Boulos afirmou que “os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente” .

O ministro também ressaltou que “os caminhoneiros não podem pagar o preço da omissão de determinados governadores que não querem mexer no ICMS para que se consigam estabilizar o preço do combustível e do diesel em particular diante dessa guerra insana que o Donald Trump localizou contra o Irã” .

Na semana passada, o governo federal sugeriu que os governadores reduzissem as alíquotas de ICMS sobre combustíveis para amenizar os aumentos registrados após o início do conflito no Irã. No entanto, a proposta não foi bem recebida pelos secretários da Fazenda dos Estados. Como alternativa, o governo apresentou nesta semana um novo formato de subvenção para a importação de combustíveis, que seria custeada parcialmente pelos Estados e pela União.

Boulos explicou que a reunião desta quarta-feira teve como objetivo reafirmar os “compromissos do governo” com os caminhoneiros, destacando que o Palácio do Planalto “vai intensificar as ações em relação à fiscalização” dos postos de combustível.

O ministro também informou que os caminhoneiros decidiram não realizar greve após serem atendidas por uma medida provisória do governo, que contemplava uma pauta antiga da categoria relacionada ao piso mínimo do frete, reivindicada desde a grande paralisação de 2018.

Boulos ainda acusou alguns grupos de “apostarem no caos para fazer politicagem eleitoral” e garantiu que o governo não vai “deixar essa pauta de lado” mesmo com a suspensão da paralisação.

Segundo o ministro, o governo manterá um canal de diálogo permanente com os caminhoneiros enquanto a medida provisória sobre o piso mínimo do frete estiver em tramitação no Congresso Nacional. “Hoje aqui firmamos o compromisso de, enquanto a MP estiver tramitando no Congresso, vamos manter uma mesa de diálogo permanente com os caminhoneiros tratando dos temas e luta para que não tenha nenhum retrocesso na medida provisória” , afirmou.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Luciano Santos, também presente na reunião e na coletiva, reforçando o envolvimento da categoria no Legislativo. “A gente vai lutar por isso, a nossa luta agora vai ser no Congresso Nacional, a gente vai pressionar os deputados para ver de que lado eles estão” , declarou.