ECONOMIA

CNI avalia que Brasil Soberano 2.0 fortalece indústrias e reduz riscos financeiros

Nova linha de crédito de R$ 15 bilhões busca apoiar exportadores afetados por tarifas e conflitos internacionais, segundo a Confederação Nacional da Indústria.

Publicado em 25/03/2026 às 17:18
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou positivamente o lançamento de linhas de crédito que somam R$ 15 bilhões para empresas exportadoras impactadas por tarifas elevadas nos Estados Unidos e pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio. A medida, instituída por meio de Medida Provisória, relança o Plano Brasil Soberano, com recursos sob gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a CNI, o financiamento ajudará a mitigar as dificuldades das empresas diante do cenário internacional adverso, marcado pela desaceleração econômica global, pelo aumento das tarifas norte-americanas e pelos reflexos das tensões geopolíticas nas cadeias de comércio exterior.

"A injeção de R$ 15 bilhões para o financiamento a exportadores dará fôlego às indústrias, especialmente às pequenas e médias, e ajudará as empresas a evitar a disseminação de problemas financeiros ao longo das cadeias produtivas, preservando empregos e capacidade de produção, sobretudo em um contexto de juros elevados, que restringem o acesso ao crédito no mercado", destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Alban ressaltou ainda que é "imprescindível" a conversão da medida provisória em lei, para garantir segurança jurídica, previsibilidade e efetividade.

O Brasil Soberano 2.0 utilizará recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. O programa financiará operações como capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos em adaptação, expansão da atividade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de produtos.

Serão contemplados setores que ainda enfrentam tarifas elevadas nos EUA, como siderurgia, metalurgia e indústria de autopeças, além de segmentos estratégicos para a balança comercial brasileira, como as indústrias farmacêutica, de máquinas e equipamentos e de produtos eletrônicos. As linhas de crédito também beneficiarão empresas afetadas pela escassez de fertilizantes devido a conflitos globais.