Diretor do Fed reduz projeção de cortes nos juros após alta da inflação nos EUA
Stephen Miran afirma que política monetária está restritiva e defende cortes, mas ajusta previsões diante de novos dados inflacionários.
Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), afirmou nesta quarta-feira, 25, que revisou para baixo sua previsão de cortes na taxa de juros do banco central norte-americano para este ano, em resposta aos recentes dados de inflação dos Estados Unidos.
Segundo Miran, embora enxergue uma taxa de juros neutra inferior à de outros membros do Fed, seu posicionamento não está "tão desalinhado" em relação ao Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).
“Eu aumentei minha projeção para a inflação cheia para 2,7% neste ano devido aos choques no preço do petróleo”, destacou o dirigente durante um evento em Nova York.
Ele ressaltou, porém, que o aumento da commodity energética não está impactando as expectativas de inflação no longo prazo.
Miran reforçou a defesa por novos cortes nos juros, argumentando que a taxa atual está cerca de 100 pontos-base acima do nível considerado neutro — patamar que não estimula nem desacelera a economia. “A política monetária está prejudicando a atividade no momento”, avaliou.
O diretor do Fed também observou que o mercado de trabalho norte-americano atravessa um período prolongado de enfraquecimento e poderia ser beneficiado por um apoio adicional da política monetária.
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