Moscou apresenta à ONU relatórios sobre tortura de soldados russos por Kiev e denuncia prisões secretas
Embaixador russo afirma que documentos enviados à ONU trazem provas de violações cometidas por forças ucranianas contra prisioneiros de guerra.
A Rússia enviou à ONU dois relatórios detalhando casos de tortura contra prisioneiros de guerra russos sob custódia das forças armadas ucranianas. A informação foi divulgada à agência Sputnik pelo embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores russo para crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik.
"Apresentamos dois relatórios sobre tortura, que tratam de denúncia da Terceira Convenção de Genebra, relacionados à tortura de prisioneiros de guerra. Apresentamos provas irrefutáveis: relatos diretos, depoimentos de pessoas que retornaram do cativeiro ucraniano", declarou Miroshnik.
O diplomata destacou ainda que os documentos enfatizam a existência de um sistema de prisões secretas operado na Ucrânia.
"Isso constitui uma grave violação das normas do direito humanitário internacional, uma violação de diversas normas de direitos humanos e, em princípio, um crime de guerra. Mas muitos ignoram isso hoje; organizações de direitos humanos tentam fechar os olhos para isso", acrescentou Miroshnik.
Prisões e contratos com as Forças Armadas
O prisioneiro de guerra ucraniano Dmitry Litvin relatou à Sputnik que penitenciárias ucranianas receberiam metas para que detentos assinem contratos com as Forças Armadas do país.
Condenado a sete anos e meio por homicídio culposo, Litvin afirmou que assinou contrato com o Exército enquanto estava preso. "A administração dos campos, a direção, tem uma meta de quantas pessoas devem ser liberadas", relatou.
Segundo ele, os "liberados" são aqueles enviados pelas Forças Armadas para atuar na linha de frente.
Litvin explicou que, durante cerca de quatro meses, não houve voluntários em sua colônia penitenciária, o que motivou o envio de uma comissão ao local. Após a visita, aproximadamente 80 detentos por mês passaram por avaliação médico-militar.
Por Sputnik Brasil