Ex-diretor de presídio é transferido para unidade militar após alta hospitalar
Tiago Sóstenes, principal suspeito de matar a empresária Flávia Barros em Aracaju, responderá pelo crime após tentativa de suicídio
Sob forte escolta da Polícia Civil e apresentando ferimentos visíveis, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, deu entrada no Presídio Militar de Aracaju na tarde desta quarta-feira (25). O policial penal é o principal investigado pelo assassinato da empresária e estudante de Direito alagoana Flávia Barros, de 38 anos, ocorrido no último domingo (22).
A transferência para a unidade prisional ocorreu poucas horas após o suspeito receber alta médica do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). Antes de ser encarcerado, Tiago foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização do exame de corpo de delito, procedimento padrão em custódias policiais.
O Crime e a Prisão
Imagens obtidas pela TV Atalaia registram o momento em que o investigado deixa a unidade hospitalar algemado, com a cabeça enfaixada e caminhando com dificuldade. Tiago tentou tirar a própria vida logo após o crime e permaneceu internado sob vigilância neurológica desde domingo, chegando a passar por uma intervenção cirúrgica.
Até o momento do crime, o suspeito ocupava o cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia. Diante da gravidade dos fatos, ele foi exonerado da função pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap-BA) e agora responderá ao processo na condição de detento comum, embora em unidade militar devido à sua graduação profissional.
Relembre o Caso
O feminicídio aconteceu em um hotel de luxo na Orla de Atalaia, onde o casal estava hospedado. Flávia Barros foi morta a tiros dentro do quarto do estabelecimento. A arma utilizada no crime foi apreendida pela perícia e será peça-chave no inquérito conduzido pela Polícia Civil de Sergipe.
"O caso segue em investigação rigorosa para apurar as motivações e as circunstâncias exatas do disparo", informou a autoridade policial responsável.
A morte da empresária causou comoção em Alagoas, seu estado natal, e reacendeu o debate sobre a violência doméstica e o rigor na fiscalização de armas por agentes de segurança pública. Tiago Sóstenes permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.