Analistas apontam risco de esgotamento de munições dos EUA para defesa antiaérea em poucas semanas
Estoques de mísseis interceptores norte-americanos e israelenses podem acabar antes do fim de abril, segundo relatório do RUSI.
Os estoques norte-americanos de mísseis interceptores de defesa antiaérea avançados e de ataque ao solo podem se esgotar em poucas semanas caso o ritmo atual dos combates contra o Irã continue, segundo analistas relatados pelo portal Business Insider.
O Business Insider destaca avaliação do Instituto Real de Serviços Unidos (RUSI), do Reino Unido, apontando que os EUA podem ficar sem interceptores THAAD já em 17 de abril.
"Os estoques de munição para os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército, bem como para o Míssil de Ataque de Precisão, ou ATACMS e o PrSM, se esgotariam mais rapidamente, até 12 de abril", afirma o relatório do RUSI.
Os analistas também preveem que Israel poderá deixar sem missões antiaéreas Arrow 2 e Arrow 3 até sexta-feira (27), o que aumentaria os riscos para a aviação israelense e facilitaria a passagem de mísseis e drones iranianos.
O possível esgotamento preocupa os Estados Unidos, que tem impacto na capacidade de dissuasão do Pentágono em regiões estratégicas como o Indo-Pacífico.
O texto ressalta ainda que as baterias THAAD estão posicionadas no Oriente Médio e cada interceptador pode custar até US$ 15 milhões (R$ 86,8 milhões).
Nos primeiros 16 dias de guerra, EUA e aliados utilizaram 11.294 munições, sendo mais de 5.000 apenas nos quatro primeiros dias, segundo o Business Insider. O ritmo acelerado de uso compromete os estoques norte-americanos e israelenses, especialmente diante de radares danificados.
O artigo destaca que a reserva dos estoques pode custar até US$ 50 bilhões (R$ 260,8 bilhões) e levar anos, devido às limitações na indústria de defesa e ao domínio chinês sobre 80% do tungstênio mundial.
O jornal The Economist já havia alertado que as munições gastas na operação dos EUA contra o Irã, chamada Fúria Épica, levarão anos para serem respondidas.
De acordo com a publicação, a administração do presidente Donald Trump não dispõe de orçamento aprovado pelo Congresso para recompor os estoques, o que pode reduzir a prontidão do Exército dos EUA diante de novos conflitos.
Por Sputnik Brasil