Restos mortais do mosqueteiro d'Artagnan podem ter sido descobertos nos Países Baixos
Esqueleto encontrado em igreja de Maastricht pode ser do lendário comandante dos mosqueteiros, morto em 1673.
Após séculos de mistério sobre o paradeiro dos restos mortais do célebre mosqueteiro francês d'Artagnan, cientistas holandeses estão próximos de uma descoberta histórica, segundo a Companhia de Radiodifusão Holandesa.
Arqueólogos localizaram, em uma igreja na cidade de Maastricht, um esqueleto que pode pertencer a Charles de Batz de Castelmore, o verdadeiro nome de d'Artagnan. Ele foi braço direito do rei Luís XIV, o monarca de reinado mais longo da Europa (1643–1715), e ficou eternizado como conde d'Artagnan.

D'Artagnan comandava os mosqueteiros, unidade de elite responsável pela proteção do rei francês. Ele morreu em 1673, durante o cerco de Maastricht, quando os franceses tentaram conquistar a cidade. Relatos indicam que foi atingido por uma bala de mosquete na garganta ou no peito.
Seu corpo não foi levado à França, mas teria sido sepultado próximo ao campo de batalha, nas imediações da igreja da vila de Volder, em Maastricht. As evidências sugerem que esse local pode ter sido o seu túmulo final.
Além do esqueleto, os pesquisadores encontraram fragmentos de uma bala de mosquete na região do tórax, compatível com a causa da morte de d'Artagnan, e uma moeda francesa sob o altar do túmulo.
Os arqueólogos coletaram uma amostra de DNA do esqueleto e enviaram para análise em Munique, onde será comparada ao DNA de descendentes da família de Batz, cuja linhagem paterna ainda existe próximo a Avignon, na França.
Segundo os especialistas, até o momento, não há indícios que contrariem a hipótese de que o esqueleto seja mesmo de d'Artagnan.
Por Sputnik Brasil