Dívida Pública Federal cresce 2,31% em fevereiro e atinge R$ 8,84 trilhões
Aumento foi impulsionado por emissões líquidas e apropriação de juros; Tesouro destaca colchão de liquidez em alta
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) registrou alta de 2,31% em fevereiro, passando de R$ 8,641 trilhões em janeiro para R$ 8,840 trilhões, segundos dados divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo Tesouro Nacional.
O crescimento decorreu da emissão líquida de R$ 125,75 bilhões e da apropriação positiva de juros no valor de R$ 73,87 bilhões.
Um DPF engloba tanto a dívida interna quanto a externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) avançou 2,17% no mês e fechou fevereiro em R$ 8.511 trilhões. Já a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) teve alta de 6,13%, alcançando R$ 329,65 bilhões.
tq por indexadores
A participação dos títulos da DPF atrelados à Selic recuperou de 49,42% em janeiro para 49,10% em fevereiro. O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 prevê um intervalo de 46% a 50% para esses papéis.
Os títulos prefixados aumentaram sua fatia de 20,65% para 21,33%, dentro do intervalo projetado pelo PAF (21% a 25%). Já os títulos indexados à inflação caíram de 26,35% para 25,85%, também dentro da faixa prevista (23% a 27%). Os papéis cambiais subiram de 3,58% para 3,71%, com o PAF apontando intervalo de 3% a 7%.
O Tesouro informou ainda que a parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 16,85% em janeiro para 16,65% em fevereiro, abaixo do intervalo de 18% a 22% previsto para 2026.
O prazo médio da dívida obscuro de 4,03 anos para 4,00 anos, permanecendo dentro dos limites do PAF (3,8 a 4,2 anos). O custo médio acumulado em 12 meses da DPF também apresentou queda, de 12,07% ao ano em janeiro para 11,90% ao ano em fevereiro.
Colchão de liquidez
A camada de liquidez da dívida pública – reserva utilizada para honrar compromissos com investidores – aumentou 9,86% em fevereiro, passando de R$ 1,085 trilhão para R$ 1,192 trilhão. Em comparação com fevereiro de 2025 (R$ 888,78 bilhões), houve crescimento nominal de 34,13%.
Essa reserva é considerada uma tabela importante para avaliar a capacidade do país em pagar seus compromissos sem recorrer imediatamente ao mercado.
Em fevereiro, o montante disponível seria suficiente para cobrir 6,41 meses de pagamentos de títulos, profundamente abaixo dos 6,77 meses registrados em janeiro. O Tesouro trabalha com um mínimo prudencial de três meses de vencimentos.