DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Rubio afirma em reunião do G7 que Trump busca acordo rápido para guerra Rússia-Ucrânia

Secretário de Estado dos EUA reforça compromisso do governo Trump com solução diplomática para o conflito, apesar de ceticismo europeu e tensões no Oriente Médio.

Publicado em 27/03/2026 às 12:06
AP/Alex Brandon, Pool

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira (27) que o governo Donald Trump está comprometido com uma solução diplomática para a guerra entre Rússia e Ucrânia, mesmo diante de tensões com aliados do G7. "Hoje, no G7, reiterei que o presidente Trump está comprometido em alcançar um cessar-fogo e um acordo negociado para a guerra entre Rússia e Ucrânia o mais rápido possível", declarou Rubio em publicação na rede social X.

A fala ocorreu durante a reunião dos ministros de Relações Internacionais do G7, realizada na França, em um cenário de divisões entre os países, especialmente sobre a postura dos Estados Unidos em relação aos conflitos com Israel e Irã. O encontro acontece durante a quarta semana do conflito no Oriente Médio, que pressiona os mercados de petróleo e amplia as incertezas geopolíticas.

Rubio buscou reforçar a estratégia americana diante de aliados europeus que demonstram ceticismo quanto à condução da guerra com o Irã e ao comprometimento de Washington com a Ucrânia. Antes da reunião, minimizou as divergências: "Não estou lá para fazê-los felizes", afirmou, destacando que seu foco é atender aos interesses dos Estados Unidos.

Autoridades europeias defenderam uma saída diplomática para os conflitos. A ministra das Forças Armadas da França, Catherine Vautrin, ressaltou que a guerra no Oriente Médio "não é nossa" e enfatizou que a única forma de garantir a paz é por meio da diplomacia. Já a chanceler britânica, Yvette Cooper, reconheceu diferenças com os EUA e reiterou apoio a uma abordagem negociada.

As divergências se intensificaram após críticas recentes de Trump à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a aliados, acusados de não contribuírem suficientemente para operações militares e de segurança, incluindo a proteção do Estreito de Ormuz.

Com informações da Associated Press