Games da indústria dos EUA alimentam narrativa imperialista, aponta pesquisadora
Jogos eletrônicos norte-americanos reforçam estereótipos e centralizam papel dos EUA em conflitos globais, segundo especialista da UFPel.
O enredo de jogos produzidos pela indústria dos Estados Unidos, especialmente aqueles focados em guerras e estratégias militares, contribui para alimentar uma narrativa imperialista e reforçar estereótipos sobre outros povos. A avaliação é da professora de Geografia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Gabriela Dambrós, em entrevista à Sputnik Brasil.
Segundo Dambrós, esses títulos frequentemente posicionam Washington como protagonista e solucionador dos principais conflitos mundiais, o que, em sua análise, contribui para consolidar a visão de liderança global dos EUA e marginalizar outras culturas.
A professora, que também é autora do livro "Loading — games e gamificação no ensino de Geografia", destaca ainda os impactos dos jogos eletrônicos na dinâmica social e na formação de percepções sobre geopolítica e relações internacionais.
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