ECONOMIA

Varejo deve faturar recorde de R$ 3,57 bilhões em vendas para a Páscoa, aponta CNC

Estimativa da Confederação Nacional do Comércio indica crescimento de 2,5% nas vendas, apesar de alta nos preços de chocolates e bacalhau.

Publicado em 27/03/2026 às 13:31
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O varejo brasileiro deve registrar um faturamento recorde de R$ 3,57 bilhões em vendas para a Páscoa deste ano, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso a previsão se confirme, o volume vendido será 2,5% superior ao do ano passado, já descontada a inflação do período.

Apesar da expectativa positiva, a CNC ressalta que houve redução nas importações de chocolate e bacalhau, dois itens tradicionais da data. “A alta do cacau, por exemplo, elevou os preços em até 37% no exterior. Assim, há tendência de que os produtos locais ganhem espaço na escolha do consumidor”, destacou a entidade em nota.

O estudo aponta ainda que os bens e serviços típicos da Páscoa deverão estar, em média, 6,2% mais caros no país em relação a 2023, marcando o terceiro ano consecutivo de reajuste acima da inflação.

De acordo com a CNC, “o dinamismo do mercado de trabalho e a melhoria das condições de consumo sustentado têm o aquecimento da demanda nos últimos anos”.

O preço do chocolate deve subir, em média, 14,9% no varejo brasileiro, reflexo da valorização do cacau no mercado internacional. Outras pressões foram do bacalhau (+7,7%) e da alimentação fora do domicílio (+6,9%).

"A queda de 11% na taxa de câmbio no ano contra ano não foi suficiente para amenizar os preços dos importados, diante do encarecimento dos insumos para os produtores desses produtos. Ainda assim, o mercado de trabalho aquecido e a desaceleração do nível geral de preços devem garantir o avanço nas vendas neste ano, levando o desempenho ao maior patamar desde o início da pesquisa, já que esses produtos são menos dependentes das condições de crédito", avaliou Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.

O relatório acrescenta que os preços internacionais do chocolate aumentaram 37%, enquanto os do bacalhau subiram 19%, o que resultou em queda de 27% e 22% nas encomendas desses produtos no mercado externo, respectivamente, em relação ao ano passado.