Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição provocada por guerras
Chanceler brasileiro destaca importância da cooperação internacional em reunião do G7
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou países que transformam a destruição gerada por guerras em oportunidades de lucro. O chanceler brasileiro está na França, onde participou como convidado da reunião entre ministros do G7 – grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.
Em entrevista concedida nesta sexta-feira (27) ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Vieira defendeu a "construção e preservação de mecanismos de cooperação e convivência entre os países" como forma de evitar que conflitos locais provoquem impactos negativos em escala global.
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O chanceler destacou que os conflitos atuais diferem dos que ocorreram durante as grandes guerras mundiais.
“Elas [as guerras atuais] se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes, como vimos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia”, afirmou o ministro.
Lucros com a guerra
Nesse contexto, acrescentou Vieira, “há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, o que, segundo ele, tem causado graves impactos na economia globalizada.
A posição brasileira diante desses conflitos é conhecida: defender a construção e a preservação de mecanismos de cooperação e convivência internacional, além de promover o entendimento e a prevenção de conflitos.
“Esse também é um dos papéis fundamentais das Nações Unidas, que deve zelar pela paz e segurança internacional”, acrescentou o chanceler.
Mauro Vieira reiterou que o Brasil busca manter uma postura de equidistância, propondo negociações para encontrar soluções que permitam o fim das guerras. Dessa forma, segundo ele, é possível "salvar vidas de civis e militares, bem como proteger as infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas nas regiões afetadas".