Investimento do NDB para rede de hospitais inteligentes no Brasil chega a R$ 1,5 bilhão, afirma Padilha
Recursos do Banco do BRICS e do Ministério da Saúde vão viabilizar UTIs ultraconectadas e hospitais com inteligência artificial
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou nesta sexta-feira (27) uma parceria entre o Ministério da Saúde Inteligente e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco do BRICS, para a implementação de uma rede de hospitais e serviços no Brasil. A primeira etapa do projeto deve começar ainda em 2024.
Durante entrevista coletiva no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), Padilha detalhou que o financiamento do NDB, somado a recursos do Ministério, permitirá a criação de cerca de 15 serviços inteligentes em todo o país.
A fase inicial prevê a instalação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ultraconectadas. Segundo Padilha, todos os equipamentos dessas UTIs serão integrados a um painel de controle, possibilitando o monitoramento remoto de pacientes por profissionais de saúde.
O ministro também destacou o uso de inteligência artificial em procedimentos hospitalares. “Na China, o tempo para uma biópsia de tumor, que antes era de duas semanas, agora sai em 48 horas”, exemplificou, ressaltando que isso agiliza o diagnóstico para a população.
Padilha afirmou que o Brasil vai importar tecnologias e experiências já adotadas em países como China, Coreia do Sul e Índia.
Outro destaque do projeto é a integração entre as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e os hospitais de destino. Com câmeras e sistemas de monitoramento, informações e imagens serão transmitidas em tempo real, acelerando o atendimento e o diagnóstico dos pacientes.
“A segunda ação é a construção do primeiro hospital de urgência e emergência 100% inteligente do Brasil, que será feito pelo SUS, no complexo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o maior da América Latina”, acrescentou Padilha sobre as próximas etapas do projeto.
A terceira etapa envolve parcerias público-privadas para a construção do novo Instituto Nacional do Câncer e de um complexo de saúde inteligente no Grupo Hospitalar Conceição, no Sul do país.
Padilha: INTO realizou quase mil cirurgias em fevereiro
Na coletiva, Padilha informou que o INTO realizou quase mil cirurgias no mês passado e que a meta é manter esse número de procedimentos nos meses seguintes.
“Nossa meta é que o INTO possa fazer mil cirurgias mensais de forma permanente, todo o tempo”, afirmou o ministro.
Ele também destacou a ampliação do quadro de profissionais de saúde, o que contribuiu para a redução da fila de espera por atendimentos.
“Já temos mais de 570 novos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem no INTO, o que permitiu a reabertura de quase 100 leitos e seis salas de cirurgia”, completou Padilha.
Por Sputnik Brasil