SAÚDE E INOVAÇÃO

Ministério da Saúde firma parceria para produção nacional de medicamento oncológico

Acordo com a MSD e o Instituto Butantan prevê transferência de tecnologia para fabricar o pembrolizumabe no Brasil e ampliar o acesso pelo SUS.

Publicado em 27/03/2026 às 17:24
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (26), a assinatura de um termo de compromisso para transferência de tecnologia com a farmacêutica norte-americana Merck Sharp & Dohme (MSD). O objetivo é viabilizar a produção nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe, comercializado como Keytruda.

A produção local do imunoterápico deve ampliar o acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde já é utilizado no combate ao melanoma. O pembrolizumabe atua reativando as células de defesa do paciente, fortalecendo a resposta imunológica contra o câncer.

Além do uso no tratamento do melanoma, a ampliação da terapia para pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A cooperação segue o modelo de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e prevê atuação conjunta entre a MSD e o Instituto Butantan.

"Essa é uma PDP que começa agora e, ao longo de 10 anos, o Instituto Butantan vai incorporar essa capacidade produtiva e ser capaz de produzir no Brasil um medicamento que é muito importante", destacou Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, em comunicado à imprensa.

Doenças negligenciadas

Durante o evento de oficialização, o governo também anunciou a criação da primeira encomenda tecnológica voltada ao combate de doenças que atingem populações vulneráveis, como hanseníase, tuberculose, doença de Chagas e leishmaniose.

Para viabilizar a iniciativa, o Ministério da Saúde firmou acordo de cooperação técnica (ACT) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A expectativa é que a chamada pública seja lançada ainda em 2026.

A parceria prevê apoio técnico da ABDI em etapas como definição de demandas, escuta de mercado, avaliação de riscos tecnológicos e seleção de instituições participantes. Já o Ministério da Saúde será responsável pelas decisões estratégicas e pela implementação do instrumento.