MP volta a pedir prisão em regime fechado para goleiro Bruno, foragido há 20 dias
Ministério Público reforça solicitação para que Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, seja recolhido ao regime fechado assim que localizado.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reiterou seu pedido para que o goleiro Bruno Fernandes, de 41 anos, cumpra pena em regime fechado assim que for localizado. Bruno está foragido desde o dia 5 deste mês, quando a Justiça fluminense revogou sua liberdade condicional. O novo pedido foi formalizado pelo promotor Fernando Martins Costa em ofício assinado na última quinta-feira, 26.
A defesa do ex-atleta preferiu não se manifestar. Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio.
Nas últimas semanas, a Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou um cartaz incluindo Bruno na lista de procurados pelas forças de segurança. Desde o início do mês, o goleiro, que costumava divulgar treinos e o "Jogo do Tigrinho" em suas redes sociais, apagou seus perfis.
O Ministério Público alega que Bruno deveria manter seu endereço atualizado junto à Justiça, permanecer em casa entre 22h e 6h, além de domingos e feriados, e não deixar o estado do Rio sem autorização judicial.
Segundo o MP, Bruno descumpriu essas determinações nos últimos três anos, não atualizando seu endereço e frequentando locais em horários proibidos. Como exemplo, é citado um jogo no Maracanã, no mês passado, em que Bruno esteve presente como torcedor e registrou a participação em seu Instagram. O MP também aponta viagens para outros estados sem autorização judicial.
Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio, que buscava o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o então goleiro do Flamengo. Bruno ordenou que comparsas matassem Eliza. O corpo da modelo nunca foi encontrado, e o crime só veio à tona por meio de uma delação.
A condenação ocorreu em 2013. Em fevereiro de 2017, Bruno conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), mas dois meses depois a Corte determinou sua volta à prisão.
Em 2019, ele obteve progressão de pena para o regime semiaberto, quando voltou a jogar futebol pelo Boa Esporte, de Varginha (MG), então na Série C do Campeonato Brasileiro.
Em 2023, Bruno passou do semiaberto para a liberdade condicional. Entre 2020 e 2026, atuou por clubes como Poços de Caldas (MG), Rio Branco (AC), Atlético Carioca (RJ), Búzios (RJ), Orion (SP), União do Bom Destino (ES) e Capixaba (ES).