SAÚDE

Chikungunya: entenda doença que preocupa Mato Grosso do Sul

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Publicado em 30/03/2026 às 15:44

O governo federal divulgou situação de emergência em saúde pública no município de Dourados (MS) em razão de doenças infecciosas virais, incluindo diversos casos de infecção por Chikungunya . Na última sexta-feira (27), a prefeitura já havia editado decreto declarando situação de emergência em áreas do município afetadas pela doença.

Os dados do boletim epidemiológico divulgado pouco antes indicam 1.455 casos prováveis, 785 confirmados, 900 em investigação e 39 internações na área urbana. Também há 539 casos em investigação, 629 confirmados e 1.168 prováveis, além de sete internações, 428 casos com atendimento hospitalar e cinco óbitos confirmados na Reserva Indígena de Dourados.

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Em nota, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul informou que o estado vai receber doses da vacina contra a Chikungunya como parte de uma estratégia piloto elaborada pelo Ministério da Saúde. A inclusão do estado ocorre após solicitação formal ao governo federal, motivada pelo cenário epidemiológico de arboviroses registradas em Dourados, sobretudo em territórios indígenas.

A doença

A chikungunya é uma arbovirose cujo agente etiológico é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do gênero Aedes . De acordo com o ministério, no Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão é o Aedes aegypti . Introduzido no continente americano em 2013, o vírus foi responsável por uma epidemia em diversos países da América Central e nas ilhas do Caribe.

No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão de arbovírus . Em 2023, o ministério cita uma importante dispersão territorial do vírus no país, principalmente nos estados da Região Sudeste. Anteriormente, as maiores incidências de chikungunya concentraram-se no Nordeste.

As principais características clínicas da infecção são edema e dor articular incapacitante, mas também podem ocorrer manifestações extra-articulares. Casos graves podem exigir internação hospitalar e evolução para óbito. O vírus também pode causar doença neuroinvasiva, caracterizada por graves neurológicos como encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.

sintomas

Os principais sintomas da infecção pelo vírus Chikungunya, de acordo com o ministério, são:

  • Fevereiro;
  • dores musculares;
  • dor de cabeça;
  • dores intensas nas articulações;
  • manchas vermelhas pelo corpo;
  • dor atrás dos;
  • dor nas costas;
  • conjuntivite não purulenta;
  • nódulos e instruções;
  • edema nas articulações (geralmente com similaridades afetadas pela dor intensa);
  • prurido (coceira) na pele, que pode ser generalizado, ou localizado apenas nas palmas das mãos e plantas dos pés;
  • diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças);
  • dor de engaço;
  • calafrios.

Fases

Segundo a pasta, a doença pode evoluir em três fases:

  • Fevereiro ou agudo, com duração de cinco a 14 dias;
  • pós-aguda, com curso de 15 a 90 dias;
  • crônica, caso os sintomas persistam por mais de 90 dias. Em mais de 50% dos casos, a artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por anos.

“É possível que se desenvolvam manifestações extra-articulares, ou sistêmicas: no sistema nervoso, cardiovascular, pele, enxágue e outros”, destacou o ministério.

Diagnóstico

O diagnóstico da chikungunya tem componentes clínicos e laboratoriais e deve ser feito por um médico. Todos os exames laboratoriais para acompanhamento do quadro clínico e os testes diagnósticos (sorológicos e moleculares) estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em caso de suspeita de doença, a orientação do ministério é que a notificação seja inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Online) em até sete dias. Já em caso de óbitos, a notificação deverá ser feita à própria massa em até 24 horas.

Deve-se considerar como caso suspeito paciente que apresenta febre de início súbito, acompanhado de artralgia ou artrite intensa (dor nas articulações) de início agudo, não explicado por outras condições, residente em (ou que tenha visitado) áreas com transmissão até duas semanas antes de começar os sintomas, ou que tenha ligação epidemiológica com caso confirmado.

Tratamento

O tratamento da infecção por Chikungunya é feito de acordo com os sintomas, já que, até o momento, não há tratamento antiviral específico para a doença. A terapia utilizada é analgesia e suporte.

A orientação do ministério aos profissionais de saúde é estimular a hidratação oral dos pacientes e que a escolha dos medicamentos seja realizada após a avaliação do quadro clínico, com aplicação de escalas de dor avaliadas para cada idade e fase da doença.

Em casos de comprometimento musculoesquelético importante, e sob avaliação médica conforme cada caso, pode ser recomendado ainda fisioterapia.

“Em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos, evitando sempre a automedicação”, reforçando a pasta, citando que a automedicação pode mascarar sintomas, dificultando o diagnóstico e agravando o quadro.