ECONOMIA GLOBAL

FMI alerta que crise no Oriente Médio ameaça recuperação econômica de países em desenvolvimento

Conflito entre Irã, Israel e EUA eleva preços, pressiona importadores de energia e prejudica nações mais pobres, aponta relatório do Fundo Monetário Internacional.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 31/03/2026 às 07:21
Conflito no Oriente Médio eleva preços e ameaça recuperação de economias em desenvolvimento, alerta FMI. © Karen Bleier/AFP

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que o conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos está afetando profundamente a vida e os meios de subsistência do povo no Oriente Médio, com impactos especialmente severos sobre as nações mais pobres.

“O conflito está lançando uma sombra sobre as perspectivas de muitas economias que estavam apenas começando a mostrar sinais de uma recuperação sustentada após crises anteriores”, destacou o FMI em comunicado.

Segundo a instituição, a crise apresenta efeitos globais, mas de forma assimétrica: "Os importadores de energia estão mais expostos do que os exportadores, os países mais pobres mais do que os mais ricos, e aqueles com reservas escassas mais do que aqueles com reservas abundantes".

A escalada das subidas no Oriente Médio também provocou graves transtornos às economias dos países diretamente envolvidos, além de danos causados ​​à infraestrutura e às indústrias locais, cuja recuperação pode exigir anos.

O FMI ressaltou que os efeitos e as consequências dependerão da duração do conflito, mas todos os cenários apontam para preços mais elevados e crescimento econômico mais lento.

"Um conflito curto poderia fazer com que os preços do petróleo e do gás disparassem antes que os mercados se ajustassem, enquanto um conflito prolongado poderia manter a energia cara e prejudicar os países que dependem de importações. Ou o mundo poderia se estabilizar em algum ponto intermediário: tensões persistentes, preços altos da energia e dificuldade em controlar a inflação, com constante incerteza e risco geopolítico", explicou o FMI.

Atualmente, destacou a organização internacional, as economias importadoras de energia na África, no Oriente Médio e na América Latina já sentem a pressão dos custos de importação mais elevados, agravando ainda mais o espaço fiscal e as reservas externas, que já eram limitadas.