SEGURANÇA PÚBLICA

Operação Piratas apreende 1 tonelada de mercadorias irregulares no Centro de Maceió

Ação conjunta entre Receita Federal, Polícia Civil e Anatel mira combate à falsificação e ao contrabando; prejuízo aos criminosos pode chegar a R$ 4 milhões

Por Redação Publicado em 31/03/2026 às 14:02
Ascom PCAL

Uma força-tarefa composta pela Receita Federal, Polícia Civil de Alagoas e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), a Operação Piratas. A ofensiva resultou na apreensão de mais de uma tonelada de produtos falsificados e sem certificação em sete estabelecimentos comerciais localizados na Rua do Comércio, no centro da capital alagoana.

Segundo estimativas iniciais dos órgãos envolvidos, o valor de mercado dos itens apreendidos pode ultrapassar a marca de R$ 4 milhões. O material, que inclui eletrônicos e produtos de telecomunicações, foi retirado de circulação por não possuir homologação e apresentar riscos severos aos usuários.

Riscos à saúde e segurança cibernética

A fiscalização destacou que a operação vai além da questão tributária, focando principalmente na proteção do cidadão. Itens sem o selo da Anatel ou de procedência duvidosa são apontados como potenciais causadores de acidentes domésticos graves.

"Esses itens irregulares podem causar acidentes graves, como choques elétricos e incêndios, além de facilitar crimes cibernéticos, como invasões e roubo de dados", alertou Marcio Henrique Souza, gerente operacional da Anatel em Alagoas.

Combate à concorrência desleal

Para o auditor fiscal da Receita Federal, Sylvio Rocha, a presença do Estado é fundamental para garantir o equilíbrio do mercado local. Ele ressaltou que a operação combate diretamente o contrabando e a falsificação, protegendo os comerciantes que operam dentro da legalidade e sofrem com a concorrência desleal.

Estrutura da Operação:

Coordenação: Delegada Maria Eduarda, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Dracco).

Foco: Estabelecimentos na Rua do Comércio.

Próximos passos: Todo o material passará por triagem e conferência detalhada antes da destinação final (destruição ou leilão).

O nome da ação, "Piratas", é uma alusão direta à baixa confiabilidade e ao caráter ilegal dos produtos comercializados. As equipes permanecem em diligência ao longo desta terça-feira e as autoridades não descartam a realização de novas fiscalizações em outros pontos de Maceió nos próximos dias.