CRIME AMBIENTAL OU FATALIDADE?

Mistério e comoção: Elefante-marinho é encontrado morto e partido ao meio em Alagoas

Animal, que pode ser o famoso "Leôncio", foi localizado em avançado estado de decomposição na praia de Lagoa Azeda; necropsia tentará identificar a causa da morte

Por Redação Publicado em 01/04/2026 às 15:45
Reprodução

O que era um fenômeno de curiosidade e admiração transformou-se em tragédia no litoral sul de Alagoas. Um elefante-marinho foi encontrado morto, com o corpo partido ao meio, no final da tarde desta terça-feira (31), no povoado de Lagoa Azeda. As imagens do animal, divulgadas na manhã desta quarta-feira (1º) pelo Instituto Biota de Conservação, chocaram a população e as autoridades ambientais.

Embora o estado de decomposição esteja avançado, há fortes indícios de que os restos mortais pertençam a Leôncio, o elefante-marinho que se tornou uma "celebridade" local desde sua primeira aparição no estado, em 11 de março. Segundo o biólogo e diretor do Biota, Bruno Stefanis, a probabilidade de ser outro indivíduo é mínima. "Seria muito difícil não ser [ele]", afirmou.

Investigação e Necropsia

Uma força-tarefa foi mobilizada para realizar a necropsia ainda na tarde desta quarta-feira. O objetivo do exame é duplo: confirmar oficialmente a identidade do animal e investigar o que causou uma lesão tão severa a ponto de dividir o corpo do mamífero de meia tonelada ao meio. Até o momento, as causas da morte permanecem desconhecidas.

A trajetória de Leôncio

Leôncio, um macho juvenil com cerca de dois metros de comprimento, vinha sendo monitorado de perto por uma rede composta por:

Instituto Biota, IBAMA e ICMBio;

Universidade Federal de Alagoas (UFAL);

Batalhão de Polícia Ambiental.

O animal havia sido visto vivo pela última vez no dia 27 de março, justamente na Praia de Lagoa Azeda. Durante sua estadia em Alagoas, ele percorreu diversos pontos da costa, incluindo áreas urbanas movimentadas como a Praia de Ponta Verde, em Maceió.

"Ele utilizava as praias como pontos de descanso após longas travessias pelo oceano, um comportamento comum para animais em rota de migração, embora a presença dessa espécie seja considerada rara na nossa região", explicam especialistas.

A morte do animal encerra de forma melancólica um período de quase 20 dias em que o litoral alagoano parou para observar a jornada do visitante ilustre. As autoridades reforçam que o resultado dos exames laboratoriais será fundamental para entender se houve interação humana ou se o animal foi vítima de algum acidente marítimo.