POLÍTICA E ECONOMIA

Alckmin defende diálogo com Estados que não aderiram à subvenção do diesel

Vice-presidente afirma que prioridade é garantir abastecimento e minimizar impacto dos combustíveis; maioria dos Estados já aceitou proposta.

Publicado em 02/04/2026 às 15:03
Alckmin defende diálogo com Estados que não aderiram à subvenção do diesel © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a principal preocupação do governo federal diante do conflito no Oriente Médio é garantir o abastecimento no Brasil e reduzir os efeitos sobre os preços dos combustíveis para a população.

De acordo com Alckmin, 90% dos Estados já concordaram com a proposta do Ministério da Fazenda de conceder uma subvenção ao diesel. O plano prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado entre abril e maio, com custo total de R$ 3 bilhões, dividido igualmente entre União e Estados.

"É evidente que, quando o diesel sobe, encarece o transporte e a logística, o que impacta a inflação e, consequentemente, o imposto para o consumidor. O governo não tem como encerrar a guerra, mas está empenhado em minimizar os impactos", declarou Alckmin.

Ele acrescentou que, dos 27 Estados, apenas dois recusaram a proposta até o momento, enquanto outros dois ou três avaliaram a adesão. "Está indo bem. Acredito que mais de 90% dos Estados já aderiram a esse entendimento", ressaltou, sem especificar quais Estados ainda não aceitaram.

Alckmin destacou que o diálogo é o caminho para avançar tanto com os Estados quanto com as distribuidoras que ainda não aderiram à iniciativa do governo federal.

Na sequência, o vice-presidente criticou o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), pelas medidas adotadas em 2022 no setor de combustíveis. "Quero destacar a importância de um governo que dialoga e busca entendimento. Na gestão anterior, a decisão foi unilateral, retirando o ICMS dos Estados", afirmou.