Filha de Michael Schumacher relata impactos do acidente do pai e lança documentário
Presidente do Banco Central da França destaca vigilância diante da inflação e incertezas econômicas
O membro do Conselho do Banco Central Europeu e presidente do Banco Central da França, François Villeroy de Galhau, afirmou nesta quinta-feira, 2, que a próxima alteração nas principais taxas de juros do BCE tende a ser para cima.
Segundo Villeroy, ainda é cedo para definir um cronograma de elevação das taxas, mas ressaltou: “É evidente que temos capacidade para agir quando e da forma que for necessária.”
O dirigente destacou a necessidade de vigilância máxima, já que as expectativas de inflação do mercado aumentaram consideravelmente. Ele observou, porém, que as autoridades ainda não forneceram as expectativas de empresas e famílias.
“Nossos modelos macroeconômicos podem subestimar consequências microeconômicas mais negativas, como a perturbação de certas cadeias de abastecimento de plásticos ou outros produtos, além da possibilidade de empresas anteciparem aumentos de preços, mesmo em setores não afetados diretamente pelo choque inicial”, avaliou.
Villeroy ponderou que o cenário atual não representa uma reprodução de 2022, apesar da guerra no Oriente Médio. “O choque é significativo, sobretudo em relação ao petróleo, já que o preço do gás estava mais baixo antes do choque de fevereiro de 2026”, explicou.
Entre as diferenças em relação ao passado recente, ele citou que a economia da zona do euro e a da França não enfrentaram desequilíbrios pós-pandemia e que a postura da política monetária também mudou.
O dirigente ressaltou ainda que o momento é mais desconfortável devido ao alto grau de incerteza e ao choque negativo na oferta. “Desta vez, mais do que nunca, agiremos sem pressa, mas sem hesitação, se for necessário”, concluiu.