DEFESA E SEGURANÇA

EUA preveem grandes investimentos em novas ogivas nucleares até 2027

Proposta orçamentária da Casa Branca amplia recursos para modernização e extensão do arsenal nuclear norte-americano

Publicado em 03/04/2026 às 16:05
Proposta orçamentária dos EUA prevê aumento nos investimentos para modernização do arsenal nuclear até 2027. © AP Photo / Charlie Riedel

Os Estados Unidos planejam realizar investimentos expressivos no desenvolvimento de novas ogivas nucleares em 2027, conforme revelou a proposta de orçamento apresentada pela Casa Branca na sexta-feira (3).

De acordo com o documento, "o orçamento prevê investimentos robustos para desenvolver novas ogivas que reforcem a dissuasão, modernizem a infraestrutura de apoio da NNSA [Administração Nacional de Segurança Nuclear, na sigla em inglês] e estendam a vida útil das ogivas existentes".

O governo norte-americano destinou US$ 32,8 bilhões (R$ 169 bilhões) à agência, um aumento de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões), ou 12%, em relação ao orçamento de 2026.

Em fevereiro, o subsecretário de Estado dos EUA para Controle de Armas e Não Proliferação, Christopher Yeaw, afirmou que o chamado "guarda-chuva nuclear" norte-americano é um dos principais instrumentos de não proliferação no cenário global.

Durante evento no Hudson Institute, Yeaw ressaltou que a política de dissuasão estendida dos Estados Unidos, ao oferecer proteção nuclear a seus aliados, contribui diretamente para evitar que outros países desenvolvam seus próprios arsenais atômicos.

"Às vezes não se compreende plenamente que, ao estender a dissuasão aos nossos aliados e criar esse guarda-chuva nuclear que se estende sobre eles, os Estados Unidos fazem mais pela não proliferação do que, francamente, quase qualquer outro instrumento", afirmou.

O Tratado de Redução de Armas Estratégicas entre Rússia e Estados Unidos (New START) expirou em 5 de fevereiro. Em setembro, o presidente russo Vladimir Putin anunciou que a Rússia estava disposta a continuar cumprindo as restrições do tratado por mais um ano e sugeriu que os Estados Unidos fizessem o mesmo. Os EUA, no entanto, não emitiram resposta formal, permitindo que o acordo nuclear expirasse.

Por Sputnik Brasil