Missão técnica da Defesa Civil de Maceió fortalece resposta a desastres em Juiz de Fora
Equipe de Maceió integrou força-tarefa nacional para mapear áreas de risco após chuvas intensas em Minas Gerais
A Defesa Civil de Maceió participou de uma força-tarefa nacional em Juiz de Fora (MG), atuando no mapeamento de deslizamentos de encostas causados pelas fortes chuvas que atingiram o município em fevereiro deste ano.
O objetivo da ação foi oferecer suporte técnico para o mapeamento preliminar das áreas afetadas. Juiz de Fora estava em estado de calamidade pública, passando por processo de recuperação e planejamento de intervenções estruturais.
A missão envolveu profissionais de diversas áreas técnicas e esferas de governo. Representando a Defesa Civil de Maceió, participaram o geógrafo Antônio Rodrigues, o engenheiro agrimensor Gabriel Rosemberg e o agente de redução de risco Pedro Neto, em articulação com técnicos locais e da Defesa Civil Nacional.
Durante a operação, foi empregada a tecnologia LiDAR, capaz de realizar escaneamento tridimensional do relevo com alta precisão. O método permitiu a criação de modelos digitais do terreno, essenciais para análises geotécnicas, hidrológicas e de engenharia. Muitas das áreas vistoriadas apresentavam risco elevado, com trechos interditados ou evacuados preventivamente, o que inviabilizou levantamentos topográficos convencionais devido à instabilidade e às restrições de acesso.
Segundo o geógrafo Antônio Rodrigues, a cooperação entre municípios é fundamental em cenários de desastre. “A atuação rápida e integrada da Defesa Civil, nas esferas nacional, estadual e municipal, é fundamental para garantir respostas emergenciais eficazes e dar início ao processo de reconstrução das áreas atingidas”, destacou.
A aplicação do sensor LiDAR representa um avanço significativo na capacidade técnica da Defesa Civil de Maceió, permitindo levantamentos de alta precisão mesmo em áreas de difícil acesso e alto risco. O domínio dessa tecnologia fortalece a atuação dos profissionais envolvidos e qualifica ainda mais o corpo técnico para desenvolver estudos complexos e planejar intervenções mais assertivas diante de desastres.


