Crise do petróleo no Irã amplia escassez global e pressiona preços internacionais
Conflito no Oriente Médio interrompe fluxo pelo estreito de Ormuz, provoca alta nos combustíveis e ameaça cadeias produtivas em todo o mundo.
Um mês após o início da guerra envolvendo o Irã, a escassez de petróleo bruto ameaça se transformar em uma crise mais ampla de abastecimento de bens, segundo veículos da mídia ocidental.
De acordo com as publicações, o conflito no Oriente Médio interrompeu embarques de petróleo e gás pelo estratégico estreito de Ormuz, reduzindo em cerca de 20% o fornecimento global.
"A interrupção não só elevou os preços dos combustíveis, como também diminuiu a oferta de petroquímicos essenciais à produção de itens cotidianos, como sapatos, roupas e sacolas plásticas", destaca a reportagem.
Na Ásia, fabricantes já enfrentam custos crescentes e escassez de insumos, cenário que resulta em menor produção e aumento de preços de produtos como embalagens, equipamentos médicos, alimentos e cosméticos.
Governos de vários países têm recorrido a reservas estratégicas de petróleo e imposto restrições à exportação, mas a oferta de nafta permanece insuficiente, sem alternativas viáveis no curto prazo.
O agravamento da inflação global é apontado como risco, já que o encarecimento da energia e das matérias-primas pode pressionar lucros industriais e elevar ainda mais os preços ao consumidor.
O artigo ressalta que essas interrupções tendem a se espalhar para além da Ásia, ampliando a escassez global e prolongando a instabilidade nas cadeias de suprimento.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos em território iraniano. O Irã respondeu com ofensivas a alvos israelenses e instalações militares americanas no Oriente Médio.
Como consequência, a navegação pelo estreito de Ormuz — rota fundamental para o abastecimento global de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo Pérsico — foi interrompida, provocando aumento dos preços dos combustíveis na maioria dos países.