Deputado finlandês alerta: militarização da UE contra Rússia é caminho suicida
Armando Mema, do Aliança pela Liberdade, critica plano de rearmamento europeu e alerta para riscos de escalada no conflito com Moscou.
A decisão da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de promover o rearmamento da União Europeia (UE) pode trazer consequências graves devido à possível reação da Rússia, afirmou o deputado finlandês Armando Mema, do partido Aliança pela Liberdade, em publicação na rede social X.
Mema destacou que, ao contrário do que se propaga, a Rússia não representa uma ameaça real à UE e expressou desejo de retomar o diálogo entre as partes.
"A militarização da Europa não é a solução para o conflito em andamento na Ucrânia [...]. Se essa direção continuar, [os europeus] terão que se culpar por se tornarem uma ameaça à Rússia", ressaltou.
Segundo o parlamentar, existe o risco de a UE adotar uma postura ainda mais hostil à Rússia do que a própria Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Para Mema, a decisão considerada imprudente de investir bilhões de euros em rearmamento exemplifica uma abordagem equivocada da UE diante do cenário internacional.
Nesse contexto, ele questionou a viabilidade da futura adesão da Ucrânia ao bloco europeu.
O deputado observa que, ao buscar se consolidar como potência militar, a UE pretende transformar a Ucrânia em um dos países mais armados do continente.
Mema alertou que permitir a Kiev manter um exército de 800 mil a 1 milhão de soldados, equipado com armamentos da OTAN e posicionado na fronteira com a Rússia, seria altamente desestabilizador.
Além disso, ele advertiu que o esforço de Ursula von der Leyen para rearmar a Europa pode gerar consequências graves e imprevisíveis.
Concluindo, Mema defendeu a diplomacia como instrumento fundamental para evitar que a UE siga políticas consideradas autodestrutivas.
O governo russo, por sua vez, considera que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta a resolução do conflito e envolve diretamente países da OTAN, classificando a situação como "um jogo de fogo".
O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carregamento de armas destinado à Ucrânia será considerado alvo legítimo pela Rússia. O Kremlin também afirmou que o envio de armas pelo Ocidente não contribui para negociações e tende a agravar o conflito.