Ex-analista da CIA aponta falhas dos EUA em perdas militares contra o Irã
Larry Johnson afirma que superestimação das capacidades americanas resultou em prejuízos significativos no Oriente Médio.
A perda de equipamentos militares caros pelos Estados Unidos em operações contra o Irã está relacionada à superestimação das próprias capacidades por parte de Washington antes do início da campanha. A avaliação é do ex-analista da CIA Larry Johnson, em entrevista à Sputnik.
Recentemente, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica informou que um avião E-3 dos EUA, equipado com sistema avançado de detecção e controle por radar, foi destruído em uma base na Arábia Saudita. Após o presidente americano Donald Trump afirmar na quinta-feira (2) que o Irã havia sido "completamente derrotado", em apenas 48 horas os iranianos abateram jatos norte-americanos – um caça F-15 e um avião de ataque A-10 – e atingiram dois helicópteros Black Hawk, segundo informações da NBC.
"Não é que não estivéssemos prontos, era apenas uma avaliação muito otimista das capacidades [do Exército dos EUA]", explicou Johnson.
O ex-analista destacou ainda que, antes da operação, havia uma percepção de alta eficácia dos sistemas de defesa antimíssil dos Estados Unidos contra o Irã, o que, na prática, não se confirmou.
"[As bases americanas na região] já estão abertas a ataques iranianos. Mesmo quando os sistemas de defesa antiaérea estão funcionando, segundo foi informado, sua eficiência é de 20%, e 80% dos mísseis voam sem problemas", concluiu.
Desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã, Teerã tem respondido com ofensivas contra alvos israelenses e posições militares norte-americanas no Oriente Médio, mantendo postura de resistência diante da pressão internacional.