Europa pode enfrentar nova crise financeira e energética, alerta premiê húngaro
Viktor Orbán compara cenário atual ao das crises de 2008 e 2022 e reforça medidas de segurança após ameaça ao gasoduto Turkish Stream.
A Europa enfrenta uma ameaça iminente de crise financeira e energética, semelhante às vividas em 2008 e 2022, alertou o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. O pronunciamento foi feito durante coletiva em um povoado próximo à fronteira com a Sérvia, onde fica uma estação do gasoduto Turkish Stream.
Orbán esteve nesta quinta-feira (6) na fronteira húngaro-sérvia para operar uma estação de gás após a descoberta de explosivos no local. O primeiro-ministro húngaro convocou o conselho de defesa e, após a reunião, anunciou o reforço da proteção militar ao gasoduto dentro do território húngaro.
"Imaginem o pior cenário, e temo que este também seja o mais provável, em que uma crise energética semelhante à de 2022 exploda na Europa, junto a uma crise financeira como a de 2007-2008. É o que nos espera. A situação é gravíssima", declarou Orbán, no local onde foi encontrado o explosivo.
O líder húngaro também anunciou que, nas próximas semanas, a Europa travará uma disputa intensa por recursos energéticos, reservas e preços, comparando o momento da corrida por vacinas durante a pandemia de COVID-19.
"As consequências do que espera o mundo inteiro, e especialmente a Europa, nas próximas duas, três ou quatro semanas determinarão o estado da economia europeia por muitos anos. Portanto, se não conseguirmos encontrar uma solução para substituir os preços em rápida alta por outros aceitáveis e evitar a escassez de acumulando as reservas possíveis, a economia europeia simplesmente reduzirá o seu desempenho", afirmou Orbán.
Sobre a tentativa de explosão do gasoduto Turkish Stream, que transporta gás russo para países europeus, Orbán disse que ainda não é possível identificar os responsáveis, mas ressaltou que a Ucrânia possui capacidade para tal ação.
Nesse contexto, o primeiro-ministro reiterou críticas à Ucrânia por recusar o pedido da Hungria e da Eslováquia para enviar especialistas ao oleoduto Druzhba. Segundo Orbán, esse comportamento demonstra que a Ucrânia não está apta a ingressar na União Europeia.
No dia anterior (5), o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, informou por telefone a Orbán que forças de segurança sérvias lançaram explosivos próximos ao gasoduto no município de Kanjiza, região de passagem do fornecido de gás russo para Hungria.
Por Sputnik Brasil