MERCADO FINANCEIRO

Dólar recua após relatos de trégua no Oriente Médio; coletiva de Trump é destaque

Moeda americana perde força com possível cessar-fogo entre Irã e EUA e expectativa por pronunciamento de Trump sobre o conflito.

Publicado em 06/04/2026 às 09:51
Dólar recua após relatos de trégua no Oriente Médio; coletiva de Trump é destaque Reprodução

O real e outras moedas de mercados emergentes registraram valorização nesta segunda-feira (6), impulsionadas pela queda global do dólar e dos preços do petróleo. O movimento ocorre após relatos de uma proposta de cessar-fogo de 45 dias entre o Irã e os Estados Unidos, com reabertura do Estreito de Ormuz, mediada pelo Egito, Paquistão e Turquia. A expectativa do mercado também se volta para a entrevista coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para as 14h, quando ele deverá abordar a situação da guerra no Irã.

Apesar das negociações, as permanecem elevadas. Israel iniciou uma grande usina petroquímica no campo de gás South Pars, no Irã, o que ameaça o andamento das tratativas de cessar-fogo com os EUA.

Em entrevista ao The Wall Street Journal , Trump afirmou não estar preocupado com a população iraniana e voltou a ameaçar destruir usinas elétricas e pontes do país, caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz até a noite de terça-feira (7).

O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, criticou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) por sua inação, alegando que tal postura "encoraja" Estados Unidos e Israel. Ele foi classificado como "crime de guerra" o próximo ataque à usina de Bushehr.

No Brasil, também às 14h, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa da abertura do XII Seminário Anual de Política Monetária do IBRE/FGV, no Rio de Janeiro.

No cenário econômico, o boletim Focus indica que a mediana das projeções para o IPCA aponta alta de 1,34% no trimestre de março a maio de 2026. Para o IPCA de 2026, a mediana subiu pela quarta semana consecutiva, de 4,31% para 4,36%, pressionada por incertezas no Oriente Médio e alta do petróleo, mas ainda abaixo do teto da meta (4,50%). Para 2027, a previsão passou de 3,84% para 3,85%.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou em todas as sete capitais pesquisadas na última quadrissemana de março, encerrando o mês com alta de 0,67%, segundo a FGV.