Israel apoia trégua entre EUA e Irã, mas mantém ofensiva no Líbano
Governo israelense condiciona cessar-fogo à abertura do estreito de Hormuz e exclusão do Líbano do acordo
Israel manifestou apoio à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender ataques contra o Irã por duas semanas. No entanto, a trégua não abrange o Líbano, conforme informou o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta quarta-feira (7).
Em comunicado divulgado na plataforma X, o governo israelense ressaltou que a medida só terá validade caso Teerã "abra imediatamente o estreito de Ormuz e cesse os ataques contra os Estados Unidos, Israel e países da região".
As declarações foram feitas após Washington anunciar um cessar-fogo temporário com o Irã. A decisão veio após Trump impor um ultimato até as 21h de terça-feira (6) para que o Irã desbloqueasse o estreito estratégico.
Israel também reiterou seu apoio aos esforços americanos para evitar que o Irã representasse ameaça nuclear, de mísseis ou “terroristas” aos EUA, Israel e aos países árabes vizinhos.
O governo israelense acrescentou que Washington está comprometido em buscar objetivos comuns com Israel nas próximas negociações. O Irã, por sua vez, informou que as conversas com os EUA terão início na sexta-feira (10), em Islamabad.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador do acordo, declarou na postagem na plataforma X que a suspensão dos ataques envolveria também as ações de Israel no Líbano.
A intervenção israelense no território libanês já foi comprovada em pelo menos 1,5 mil mortos e cerca de 1,2 milhão de habitantes.
O conflito se intensificou depois que o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em solidariedade ao Irã, dois dias depois dos ataques conjuntos de Israel e EUA ao território iraniano, em 28 de fevereiro.