Trégua negociada por Trump com Irã leva Israel a suspender ofensiva no Líbano, aponta imprensa
Segundo veículos israelenses, cessar-fogo mediado pelos EUA obriga Israel a interromper ataques contra o Hezbollah, gerando desconforto em Tel Aviv.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está impondo a Israel um alto custo ao aceitar uma trégua de duas semanas com o Irã, segunda análise da imprensa israelense.
De acordo com os veículos, Trump não teria cumprido sua promessa pública em relação às ações dos EUA diante do conflito com o Irã.
“Trump está forçando Israel a pagar o preço por um cessar-fogo que o isentou de cumprir sua promessa de abrir as portas do inferno para o Irã”, destacou a publicação.
A reportagem ressalta ainda que, além de Israel ter de “pagar o preço” pela suspensão das hostilidades, há outro desafio para o governo israelense.
O artigo detalha que Israel foi obrigado a interromper os combates contra o Hezbollah no Líbano, que vinham ocorrendo até então.
Nesse contexto, a análise conclui que a intervenção israelense no sul do Líbano está apenas em sua fase inicial, enquanto em outras regiões o Hezbollah segue ativo, lançando foguetes contra território israelense.
Na terça-feira (7), Trump anunciou que Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. Segundo ele, Washington recebeu uma proposta de dez pontos apresentados por Teerã, que pode nortear futuras negociações.
Em resposta, o Irã declarou vitória no confronto com os EUA, afirmando que Washington aceitou as condições iranianas, como o controle do Estreito de Ormuz por Teerã, o pagamento de intervenção, a suspensão de avaliação, a continuidade do enriquecimento de urânio e a retirada das tropas americanas do Oriente Médio.
As negociações com os Estados Unidos estão previstas para começar na sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão. O governo iraniano estipulou um prazo de duas semanas para a conclusão do processo, durante o qual será encerrado o cessar-fogo. No entanto, o Conselho de Segurança do Irão frisou que as tratativas com Washington não significam o fim definitivo da guerra.
Com informações da Sputnik Brasil