Ouro fecha em alta de 2% e prata dispara quase 5% após acordo de cessar-fogo no Oriente Médio
Acordo temporário entre EUA, Israel e Irã reduz tensões, enfraquece o dólar e impulsiona metais preciosos nas bolsas internacionais.
O ouro encerrou a sessão desta quarta-feira, 8, com forte valorização, acompanhado pela prata, após a confirmação de um acordo temporário de cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz. A medida reduziu as tensões geopolíticas na região e enfraqueceu o dólar, favorecendo os metais preciosos.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho subiu 2%, fechando a US$ 4.777,20 por onça-troy.
A prata para maio avançou 4,72%, sendo negociada a US$ 75,385 por onça-troy.
O metal dourado já apresentava forte valorização durante a madrugada, atingindo o maior valor desde 19 de março, após o anúncio da trégua temporária entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.
Mesmo após o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmar uma violação do acordo durante a tarde, os metais preciosos mantiveram o desempenho positivo.
Segundo analistas do banco ING, o ouro ainda está cerca de 11% abaixo das máximas registradas em fevereiro, "após a liquidação forçada durante a escalada das tensões no Oriente Médio, que enfraqueceu temporariamente seu apelo como porto seguro". No entanto, observam sinais iniciais de "estabilização" no sentimento do mercado.
Já o TD Securities avalia que os custos de oportunidade para manter metais preciosos devem continuar elevados, mesmo após o cessar-fogo, considerando que ainda "levará tempo para reverter as altas expectativas de inflação".
"No entanto, à medida que uma normalização mais ampla nos mercados de energia e nas taxas de juros se concretizar e o dólar se desvalorizar, é provável que o ouro retorne a valores acima de US$ 5.000 no segundo semestre de 2026", projetam os especialistas.
Com informações de Dow Jones Newswires