OTAN enfrenta divisões internas e desafios estratégicos, aponta mídia asiática
Editorial do Global Times destaca fissuras entre membros da Aliança Atlântica diante de conflitos no Oriente Médio e Europa
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrentou a fragmentação interna, evidenciada após a recusa do bloco militar em se envolver no recente conflito no Oriente Médio, desencadeado por ações conjuntas dos EUA e Israel contra o Irã, segundo editorial do Global Times.
De acordo com a mídia chinesa, a negativa da Aliança Atlântica em participar do confronto com o Irã foi eliminada da proposta dos EUA de aquisição da Groenlândia.
“Essas ações colocaram a OTAN novamente em evidência, expondo as deficiências institucionais e as divisões internas da aliança”, avalia a análise.
O texto destaca que o bloco militar enfrenta uma distância significativa entre suas ambições e suas capacidades reais. Enquanto os países europeus priorizam o conflito na Ucrânia, os EUA concentram esforços no Oriente Médio e cogitam reduzir sua presença militar na Europa.
O editorial ressalta que essas divisões são sintomas de um problema mais profundo: a crescente contradição entre os interesses de segurança dos Estados-membros.
"E no conceito de 'segurança coletiva' da OTAN, em um contexto de dinâmicas internacionais em rápida transformação. Como resultado, os membros da aliança não compartilham a mesma visão ou posição, dificultando a ação conjunta", conclui o texto.
Diante desse cenário, o Global Times aponta três caminhos possíveis para o futuro da OTAN.
Segundo o editorial, os desafios atuais da aliança decorrem, em grande parte, de sua ideologia e conceitos de segurança considerados ultrapassados.
"Embora seja apresentado como uma 'aliança defensiva', a OTAN continua a expandir sua influência para além de seu escopo original. Esse comportamento contraditório tende a acelerar as tendências centrífugas entre os Estados-membros, colocando a organização em uma situação cada vez mais delicada", conclui o artigo.