RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Presidente de Cuba admite diálogo com EUA, mas descarta mudanças políticas

Miguel Díaz-Canel afirma que Havana está aberta a conversas sem imposições de Washington e critica postura hostil dos norte-americanos.

Publicado em 10/04/2026 às 05:22
Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, fala sobre abertura ao diálogo com os EUA e rejeita exigências políticas. © Sputnik / Aleksandr Vilf / Acessar o banco de imagens

Cuba está disposta a dialogar sobre qualquer tema com os Estados Unidos, já que não há critérios para alterar seu sistema político , afirmou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.

“Estamos interessados ​​​​em dialogar e discutir qualquer tema, sem qualquer condição, sem exigir mudanças em nosso sistema político, assim como não exigimos mudanças no sistema norte-americano”, declarou Díaz-Canel em entrevista à emissora NBC, na última quinta-feira (9).

Segundo o presidente cubano, Cuba e EUA podem se concentrar nos pontos de convergência e buscar o entendimento mútuo. Ele ressaltou, porém, que Washington mantém uma postura hostil em relação a Havana e não tem autoridade moral para criticar as condições da ilha, já que as políticas norte-americanas seriam responsáveis ​​por essas dificuldades.

No início da semana, Díaz-Canel já havia sinalizado a possibilidade de diálogo com os EUA, afirmando que não há justificativa para agressões militares contra Cuba.

Em 29 de janeiro, o então presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva que autorizou tarifas sobre importações de países fornecedores de petróleo para Cuba e declarou estado de emergência, alegando uma suposta ameaça cubana à segurança dos Estados Unidos.

O governo cubano acusa os EUA de promover um bloqueio de energia para sufocar a economia local e tornar insustentável a vida da população.

Diante do cenário, parceiros internacionais como Rússia, China, Brasil e Colômbia enviaram ajuda humanitária à ilha, incluindo petróleo russo, alimentos, medicamentos, mobília doméstica, produtos de higiene e painéis solares, essenciais para hospitais e serviços básicos.

Com informações da Sputnik Brasil