SAÚDE E POLÍTICA

Médicos de Bolsonaro avaliam melhora 'satisfatória' em prisão domiciliar

Relatório entregue ao STF detalha evolução clínica do ex-presidente após deixar regime fechado e iniciar tratamento em casa.

Por Sputinik Brasil Publicado em 10/04/2026 às 22:02
Bolsonaro apresenta melhora clínica após início da prisão domiciliar, segundo relatório ao STF. © AP Photo / Eraldo Peres

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório médico que aponta uma melhora "satisfatória" em sua saúde desde a transição para a prisão domiciliar.

Segundo informações do portal UOL, o documento, elaborado pelos advogados de Bolsonaro, detalha o tratamento realizado em casa e a evolução clínica do ex-presidente.

O relatório, assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, destaca que Bolsonaro vem apresentando evolução satisfatória, tendo registrado apenas uma crise de soluço desde que passou a cumprir a pena em casa, há duas semanas. O ex-presidente está realizando fisioterapia cardiorrespiratória e exercícios para os membros inferiores, com o objetivo de diminuir riscos de quedas.

"Seguindo rigorosamente o protocolo de fisioterapia três vezes por semana e reabilitação cardiorrespiratória seis vezes por semana, foi iniciado exercícios de força para os membros inferiores, com objetivo de melhorar quadro de desequilíbrio e reduzir probabilidade de quedas."

Bolsonaro iniciou a prisão domiciliar em 27 de março, após deixar o Hospital DF Star, onde ficou internado por quatro meses, vindo de uma penitenciária federal. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu ao ex-presidente 90 dias de flexibilização do regime prisional em razão do seu estado de saúde.

Durante a prisão domiciliar, Bolsonaro deve cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, abstenção de celulares e redes sociais, e restrição de visitas apenas a parentes.

A fiscalização da prisão domiciliar ficou sob responsabilidade do Comando da Papudinha, que irá monitorar o cumprimento das medidas e enviar relatórios semanais ao STF.

Além disso, manifestações ou acampamentos só podem ocorrer a, no mínimo, 1 km de distância da residência do ex-presidente.