Exército confirma punição a militares após denúncias de abuso sexual e agressões em Maceió
Nota oficial do 59º Batalhão detalha prisões e exclusões de envolvidos em crimes que teriam ocorrido dentro do quartel no bairro do Farol
O Exército Brasileiro, por intermédio do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (59º BI Mtz), manifestou-se oficialmente neste sábado (11) sobre graves denúncias de abuso sexual e violência física ocorridas dentro de sua unidade na capital alagoana. Em nota, o comando confirmou que cinco militares foram presos e outros dois acabaram desincorporados das fileiras da Força após a conclusão de processos administrativos.
Os episódios, que vieram à tona recentemente, remontam ao ano de 2025. De acordo com as investigações internas, o Batalhão instaurou sindicâncias em julho e setembro do ano passado para apurar os relatos de condutas criminosas entre praças.
Relatos de abusos e filmagens
As denúncias que motivaram as punições descrevem cenários de extrema violência. Em um dos casos, um soldado afirma ter sido vítima de abuso sexual enquanto dormia nas dependências do quartel. Segundo o depoimento, a ação teria sido praticada por um grupo de militares e gravada em vídeo pelos próprios agressores.
Um segundo relato aponta que outro militar foi alvo de agressões físicas. A vítima descreveu ter sido imobilizada, despida e agredida por colegas dentro da unidade militar situada no bairro do Farol.
Punições e desligamentos
O comando do 59º BI Mtz enfatizou que, após o devido processo legal, as sanções foram aplicadas em dezembro de 2025:
Cinco militares receberam punição disciplinar de prisão e foram licenciados do serviço ativo.
Dois militares foram desincorporados imediatamente do Exército Brasileiro.
"O Batalhão reafirma seu compromisso com a formação dos cidadãos, pautando-se pelo respeito à dignidade humana e não admitindo condutas que afrontem seus valores", destacou a unidade em trecho da nota oficial.
Investigação Federal
Apesar do encerramento dos procedimentos administrativos no âmbito militar, o caso não está encerrado. O Ministério Público Federal (MPF) agora conduz uma apuração sobre os fatos para verificar a necessidade de denúncias criminais na justiça comum ou militar, dada a natureza dos crimes relatados.