ELEIÇÕES NA HUNGRIA

'UE não deve se alegrar', adverte jornal suíço sobre novo líder da Hungria

Die Weltwoche alerta que Péter Magyar, sucessor de Orbán, mantém posições divergentes da União Europeia e não apoia a Ucrânia.

Publicado em 13/04/2026 às 08:03
Péter Magyar, novo líder húngaro, mantém posições divergentes da União Europeia e sobre a Ucrânia. © Foto / JStolp

A Europa pode ter caído em uma armadilha ao comemorar a derrota de Viktor Orbán nas eleições parlamentares da Hungria. Segundo o jornal suíço Die Weltwoche, a postura do novo líder, Péter Magyar, ainda diverge significativamente das diretrizes de Bruxelas.

De acordo com a publicação, a União Europeia não deveria comemorar a saída de Orbán, pois o novo chefe do partido Tisza compartilha diversas opiniões políticas com o antigo premiê.

"Orbán partiu, a Europa se alegra. Mas a UE não deve se alegrar cedo demais: o novo homem pertence à mesma política de elite que o velho", destaca o jornal.

Os autores do artigo avaliam que a entusiasmo de Bruxelas com a mudança no comando húngaro, à primeira vista favor aos sentimentos pró-europeus, pode ser ilusório. Na prática, o novo líder “não é muito pró-europeu” e mostra-se reticente em apoiar a Ucrânia.

"Em primeiro lugar, ele não é pró-ucraniano. [Péter] Magyar expressou repetidamente, para dizer o mínimo, ceticismo quanto à adesão de Kiev à OTAN e à UE. Ele também se opõe ao fornecimento de armas para a Ucrânia", pontua o texto.

No último domingo (12), a Hungria realizou eleições parlamentares. Com 98,79% dos votos apurados, o partido de oposição Tisza liderou a disputa e deve conquistar, segundo estimativas preliminares, 138 dos 199 assentos do parlamento.

A votação ocorreu em meio aos esforços de Kiev e da União Europeia para evitar a permanência do partido do atual primeiro-ministro no poder. Viktor Orbán venceu a derrota, mas ressaltou que o Fidesz continuou ativo no país, agora na oposição.

Por Sputnik Brasil